sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

biografia da marca do rock nacional

Nascida, em São Paulo, Rita Lee Jones é a filha mais velha de Charles Fenley Jones (imigrante norte-americano) e de Romilda Padula (filha de italianos). Seus pais tiveram outras duas filhas, Mary Lee e Virginia Lee. Rita cresceu no bairro da Pompeia, foi educada no colégio francês paulistano Liceu Pasteur, e hoje fala fluentemente português, inglês, francês, espanhol e italiano. Também chegou a cursar Comunicação Social na Universidade de São Paulo em 1967, na mesma turma da atriz Regina Duarte, mas deixou a universidade durante o primeiro período.
Durante a infância, teve aulas de piano com a musicista clássica Magdalena Tagliaferro. Na adolescência começa a se apresentar em colégios como componente do Tulio's trio[3]. Em 1963, forma um conjunto com mais duas garotas, as Teenage Singers, que participam de shows e de festas colegiais. No ano seguinte elas conhecem um trio masculino, Wooden faces. Os dois grupos se juntam, formando o Six Sided Rockers, banda que depois se chamará O'Seis[4], que chega a gravar um disco compacto com duas músicas. Com a saída de três componentes, sobram Rita, Arnaldo e Sérgio que passam a se chamar O Konjunto. Por sugestão de Ronnie Von, o grupo passou a chamar-se Os Mutantes.] Carreira
Entre 1966 e 1972 foi, com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, integrante da banda Os Mutantes, cantando, tocando flauta e percussão, além de performances bissextas no sintetizador, no banjo e manipulando bizarrices como um gravador portátil (na música Caminhante Noturno) e uma bomba de dedetização (em Le Premier Bonheur du Jour) e sendo letrista. Em 1967, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), na apresentação da canção antológica Domingo no Parque. Rita gravou seis discos com a banda, entre 1968 e 1972, e foi casada com o companheiro de banda, Arnaldo (o divórcio seria assinado somente em 1977).
As suas primeiras influências foram Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Peter, Paul and Mary, Beatles, Rolling Stones, mas também escutava musica brasileira como Cauby Peixoto, Ângela Maria, Tito Mati e João Gilberto, Emilinha Borba, Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e Maysa por influência dos pais. [4].
Rita gravou dois discos-solo, acompanhada dos componentes dos Mutantes. Build up (1970), era a trilha sonora de um show que Rita fez exclusivamente para uma edição da Fenit (feira de moda de São Paulo) - deste disco saiu seu primeiro hit solo, José (versão de Nara Leão para o hino francês "Joseph"). Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (1972), foi lançado com o seu nome pois Os Mutantes já tinham lançado disco naquele ano.
Rita sai dos Mutantes neste mesmo ano. Dentre distintas histórias e controvérsias, ela alega que seus companheiros achavam que ela não tinha o virtuosismo necessário para tocar o rock progressivo, novo interesse da banda.
Depois de um curto período de depressão, formou com a amiga Lúcia Turnbull uma dupla no estilo glam rock (ou glitter rock), As Cilibrinas do Éden[5], cuja única gravação, ao vivo, no festival Phono 73, foi lançada recentemente, mais de 35 anos depois. Uma das músicas da dupla daria origem ao hit Shangrilá, em 1980.
Rita e Lúcia desistem da dupla e formam a banda Tutti Frutti[5]. Rita, além de cantar, tocava piano, sintetizador, gaita e violão. Conseguem um contrato com a gravadora Som Livre, mas esta exige que o grupo assine como Rita Lee e Tutti-frutti. Durante a gravação do primeiro disco, "Atrás do Porto tem uma Cidade", Lúcia Turnbull deixa o grupo. Deste disco saem os hits Menino Bonito, "Mamãe Natureza" e "Ando Jururu".
Mas é com o disco Fruto Proibido, de 1975, que Rita alcança a consagração nacional, com vários sucessos como Agora só falta você, Esse tal de roque enrow e especialmente Ovelha negra[5]. Fruto Proibido torna-se uma espécie de manual para fazer-se rock em português.
Em 1976, conhece o músico carioca Roberto de Carvalho e inicia uma parceria musical/amorosa de sucesso, que segue até os dias atuais[5]. Com ele, Rita dá à luz ao seu primeiro filho, Beto Lee em 1977, seguido por João em 1979, e Antônio em 1981.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

lobao conta tudo sobre si en auto biografia

Chegou a vez de uma das maiores figuras do rock nacional lançar sua biografia. Lobão e o jornalista Claudio Tognolli escreveram 50 Anos a Mil (editora Nova Fronteira), um livro sobre a trajetória do cantor carioca.

Lobão comemora o lançamento.
- Essa é a hora. Foi muito prazeroso fazer esse livro que eu simplesmente comecei a escrever e não parei mais.
Se alguém conhece pelo menos um pouco sobre o compositor, sabe que Lobão nunca mediu palavras. Extremamente carismático e autêntico, ele já incomodou autoridades de todos os escalões, comprou brigas com medalhões da MPB e foi um dos primeiros a fugir das grandes gravadoras para se tornar independente.
Mesmo assim, segundo o cantor, a publicação não deve desagradar a nenhum personagem citado.
- Espero que isso não aconteça. O livro foi feito com muito amor, delicadeza e carinho. É o que dizem...
lobão livro
A capa da publicação, recém-lançada (Foto: Divulgação)
O músico começou na carreira artística aos 17 anos em 1974, com o grupo de rock progressivo Vímana. Na década seguinte, entrou na Blitz como baterista, mas saiu logo em seguida para seguir carreira solo como cantor e guitarrista. A partir daí, ele compôs os clássicos Me Chama, Decadence Avec Elegance e a emblemática Vida Louca Vida.
Aos 50 anos, Lobão escreve sobre uma vida intensa que faz qualquer adolescente de hoje em dia parecer um anjo. Mas será que ele recomendaria viver 50 anos a mil?

roqueira Pitty grava dvd em circo voador

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Foto: Divulgação

O rock nacional deu uma demonstração de vigor na noite deste sábado (18) sob a lona clássica do Circo Voador, no Rio. Longe de ser o mainstream do final da década de 80, encontrou expressão em fenômenos específicos como no trabalho da baiana Pitty, regado a power chords, a refrões vibrantes e a uma atitude de negação da estética do belo. A receita carregou para o Circo uma horda de fãs que lotaram a lona para a gravação do DVD ao vivo da turnê de seu terceiro álbum, Chiaroescuro (2009).
O momento é especial. Figurando a lista da revista Época das 100 personalidades brasileiras mais influentes em 2010, Pitty subiu ao palco para consolidar uma carreira que amadurece e cresce. A baiana está no auge.
Com ingressos esgotados, a lona do Circo estava repleta de devotos desde as 21h. Faixas representando os fã clubes de diversas cidades brasileiras pendiam das arquibancadas. O encontro de Pitty não seria introdutório, a plateia era velha conhecida. O rock começou às 22h33 após as recomendações necessárias para a gravação do DVD (não subir no palco, não destruir o equipamento).
Pitty apareceu com 8 ou 80. "Com os culpados me divirto mais", diz a letra. O público concordou. De pretinho básico e cabelos presos, a baiana explorava aos poucos os espaço do palco. Emendou Fracasso e Desconstruindo Amélia. A ideia clara era valorizar o novo trabalho.
Para a quarta música sobe ao palco uma figura de cabelos espetados portando um violino e soltando gritos em ritmo de tango. Hique Gomes trouxe a alma do Tangos e Tragédias para Água Contida. Pitty mostra o que sabe de melhor, explorar o bizarro: "Eu chorando... com esse olho em carne viva, retalhada, e esse nariz que não para de escorrer", canta antes de entrar na dança com Hique. Já valeria o DVD.
Só então Pitty falou com o público. "Eu devia começar dizendo "respeitável público". Estamos sob a benção da lona do Circo Voador", disse em reverência à casa que lançou o Barão Vermelho.
Na sexta canção, Rato na Roda, Pitty soltou os cabelos e a voz no refrão pesado. Foi então que sentiu o calor da noite do Rio e da plateia: "Está todo mundo fritando aí. É bom, eu gosto quando está quente". E então seguiu para uma vibe mais contemplativa com Só agora, retornando ao rock bizarro com Medo.
A lista de músicas do Chiaroescuro foi interrompida bruscamente para a execução de uma inédita. "Essa nunca foi gravada, disse Pitty antes de lançar Comum de dois. A letra fala de um cara que se transforma em mulher. A galera aprovou.
Então Pitty, 33 anos, anunciou: "a gente vai dar uma mexida no baú da velha aqui". Voltou para 2003, seu álbum de estreia, com Só de Passagem.
O segundo convidado especial da noite, Fábio Cascadura subiu ao palco para fazer dueto na balada Sob o sol e da pesada Senhor das Moscas, composição de Fábio. Pitty se percebeu suada e descabelada diante das câmeras. "Isso quer dizer que estou aproveitando. Se não, não aproveita nada", disse para delírio da galera.
Pitty deu seguimento ao baú com O Lobo logo antes de soltar uma versão para Se você pensa, do rei Roberto Carlos. Pitty se despediu com a última música de Chiaroscuro, Todos estão mudos. A plateia resmungou. Então teve início o diálogo: "Vocês são insaciáveis", disse Pitty. A resposta veio com gritos de "Pitty eu te amo". Aceitando o carinho, a baiana puxou o single Me adora, um auto elogio.
A euforia culminou com a invasão do palco por um homem semi-nu que recebeu um olhar de reprovação da cantora e voou de volta para a plateia em um mosh (desrespeitoso às regras de gravação do DVD).
Pitty deixou o palco em dívida. A plateia fez questão de ressaltar cantando sozinha os refrões de Equalize, Admirável chip novo e Máscara.
Em menos de cinco minutos, a banda retornou. Teriam que repetir três canções para o DVD. "Melhor fazer ao vivo com vocês aqui do que gravar no estúdio e fingir que foi ao vivo", se desculpou a cantora.
Depois do repeteco, a festa. "E agora, hein? Então tá. Vamos sair do repertório", anunciou. Então a galera dessa vez cantou acompanhada os hits pedidos. Grand finale para a catarse do público devoto que tomou conta do Circo Voador. Assistiu a 22 músicas, uma hora e cinquenta e cinco minutos, da roqueira do bizarro no topo de sua performance.
A Banda
Pitty (vocal), Martin (guitarra), Joe (baixo), Duda (bateria). Convidados: Brunno Cunha (teclado), Hique Gomes (violino e vocal) e Fábio Cascadura (vocal).

mais um craque é ascalado para o Rock In Rio




Foto: Divulgação
Stone Sour toca no dia 24 de setembro
O Rock In Rio fechou o line-up do Palco Mundo da Noite Rock, que acontece no dia 24 de setembro. O Stone Sour é a última atração a ser anunciada para o palco. A banda tem na sua formação Corey Taylor e James Root, vocalista e guitarrista do Slipknot, que toca no dia 25 na Noite do Metal.
A escalação da Noite Rock do evento ainda conta com Red Hot Chilli Peppers, Snow Patrol, Capital Inicial e NX Zero. Outros nomes confirmados para o festival são Metallica, Coldplay, Motörhead, Skank e um show conjunto de Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos.
O festival volta ao Brasil após 10 anos. A quarta edição em território nacional acontece entre 23 de setembro e 02 de outubro na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Os 100 mil cards colocados para venda antecipada já estão esgotados.
Veja abaixo a lista de atrações confirmadas até agora para cada dia do Rock in Rio:
24/09 - Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol, Stone Sour, Capital Inicial e NX Zero
25/09 - Metallica, Slipknot, Motörhead, Coheed and Cambria, Sepultura e Angra
01/10 - Coldplay e Skank

guitarra sem duas cordas

Momentos de turbulência não têm hora para acontecer. Às vésperas de fazer uma turnê pela América do Sul com cinco datas no Brasil em fevereiro, a banda norte-americana Paramore perdeu dois de seus fundadores: os irmãos Josh e Zac Farro, que tocavam guitarra e bateria, respectivamente, deixaram o grupo no fim de dezembro.

A saída gerou controvérsias. A dupla alegou que a banda havia se tornado "um produto criado por uma grande gravadora" e que ambos eram tratados apenas como músicos de apoio, e não como parte do Paramore. A vocalista Hayley Williams, por outro lado, diz que, nos últimos meses, os irmãos pareciam não ter mais vontade de estar por perto e que ela e o restante do grupo encorajava a busca de ambos pela felicidade.

A ausência de dois integrantes com a importância de Josh e Zac, entretanto, não fez com que o Paramore entrasse em hiato ou sequer cancelasse os shows no Brasil. O trio que sobrou vem ao país com dois músicos no lugar da dupla --Justin York (irmão do guitarrista Taylor) na guitarra e Josh Freese (do grupo A Perfect Circle) na bateria--, e já planeja novas canções e até mesmo a gravação de um disco de inéditas para o ano de 2011.

O primeiro show da banda no Brasil acontece no dia 16 de fevereiro, em Brasília (Ginásio Nilson Nelson). No dia seguinte (17), o grupo toca em Belo Horizonte (Chevrolet Hall). Depois, o Paramore segue para o Rio de Janeiro (Citibank Hall) no dia 19 e, em seguida, toca em São Paulo (Credicard Hall) em 20 de fevereiro. Por fim, encerra a sequência de shows no país em Porto Alegre (Teatro Bourbon) no dia 22. A turnê divulga "Brand New Eyes", terceiro trabalho da banda, lançado em 2009.