quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

banda pauleiras do rock brasileiro se juntam no ROCK CORDEL

 
Começa hoje em Fortaleza a quinta edição do festival Rock Cordel, reunindo diversas vertentes da música independente e mais de 150 artistas vindos de vários estados brasileiros

A banda Obskure é destaque na programação (DIVULGAÇÃO) A banda Obskure é destaque na programação (DIVULGAÇÃO)
Em tempos de crise na indústria fonográfica e de procura por novas formas de fazer girar a produção musical brasileira, os festivais de música independente ganham quando promovem o encontro de artistas e linguagens diferentes. Esse é o caso do festival Rock Cordel, que tem início hoje, às 12h40min, no Centro Cultural Banco do Nordeste. Chegando à sua quinta edição, o festival acontece ainda, a partir do dia 19, no CUCA Che Guevara e no Centro Cultural Bom Jardim, e, a partir do dia 26, no Centro Dragão do Mar. O Rock Cordel viaja também para o Cariri e para Sousa (PB).

Ao todo, serão mais de 150 artistas ou bandas de vários estados brasileiros se revezando até o final de janeiro. Primando pela variedade, os palcos vão receber rock, blues, coco, pop e outros sons, inclusive misturando referências e sotaques. Há ainda espaço para a cultura popular, como o cordel citado no nome do projeto, e para os covers.

Entre os nomes mais conhecidos, a potiguar Khrystal mostra sua mistura poderosa de funk, coco, embolada e outros ritmos. Já o quarteto Selvagens à Procura de Lei, formado por Rafael Martins (voz e guitarra), Nicholas Magalhães (bateria), Caio Rafael (baixo) e Gabriel Aragão (voz e guitarra), mostra o pós-punk brasileiro com letras abordando o cotidiano da cidade. Apostando num som mais cru, eles lançaram dois álbuns em 2010, Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente O Que Eu Quero e Suas Mentiras Modernas. Tem ainda o som festivo de Diamante Cor de Rosa, Transacionais e Dona Zefinha, os covers Rubber Soul e Killer Queen, e o metal da Obskure e da Lacryma Sanguine.

A miscigenação do festival Rock Cordel é elogiada pelos artistas que participam. “O festival é tão fantástico, pela integração que ele propõe da música brasileira, que nós participamos até de uma forma espontânea”, comenta o músico Beto Brito. Misturando rabeca, viola nordestina e guitarra distorcida, o paraibano participa pela segunda do festival apresentando o show Inbolê, cordel e som na caixa e aproveita para lançar o livro Bazófias, de um cantador paidégua - o maior cordel do mundo. “Os espaços para a música independente são cada vez menores. Por isso, temos que apoiar este tipo de projeto”, completa Beto. A cearense Nayra Costa concorda e lamenta os poucos espaços em Fortaleza para os fãs de rock. “O espaço é pouco e o rock cordel é importante dá espaço para muitas bandas e uma mídia legal de jornal, rádio e TV”. Mais ligada à black music, Nayra, que está gravando seu disco de estreia, adianta que prepara um repertório especial para o Rock Cordel com músicas de Deep Purple e Led Zeppelin

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