Aos 6 anos ganhou seu primeiro instrumento musical. Sempre teve curiosidade com outros instrumentos, como violão e acordeon.
Aos 13 ganhou sua primeira bateria profissional.
Aos 15 desistiu de tocar bateria e começou a se dedicar ao violão clássico.
O grupo acabou implodindo por causa da "entrada" na banda do então tecladista do YES, Patrick Moraz. Após 9 meses de ensaios "secretos" e muitas confusões sobre um suposto megaprojeto para competir com o próprio YES (essa era a meta do Sr. Moraz), houve uma debandada geral. Lulu saiu, a banda capengou e tudo foi pro vinagre em 1976, quando nascia o punk com SEX PISTOLS.
Depois de 4 anos de enclausuramento entre livros e partituras renascentistas num estúdio caseiro, Lobão se "reconstruiu". Munido de uma experiência considerável para um garoto de 19 anos, começou a tocar como freelancer com artistas como Luis Melodia e Walter Franco. Tocou até zabumba com Zé Ramalho, substituindo o grande Bezerra da Silva que, na época, era o percussionista. Foi Marina quem se esforçou para tirar Lobão da bateria e colocá-lo tocando na frente. Ele ficou literalmente apaixonado por tocar com ela e daí surgiu uma grande amizade e, em seguida, uma parceria.
Começaram as sessões de composição do 1º álbum, em 1980, com Bernardo Vilhena. Enquanto isso, era formada a BLITZ e Lobão pode continuar onde se sentia mais à vontade: na bateria e compondo com uma banda da qual foi um dos idealizadores e cujo nome criou (para reprovação de todos os outros componentes). Assim que a BLITZ grava, Lobão nota que os diretores artísticos da gravadora "confeccionaram" uma "nova" BLITZ, meio infanto-juvenil, meio jovem guarda.
A gravadora jurava de pés juntos que aquela música jamais tocaria por causa do arranjo, daquela voz gritada e do fato de "ME CHAMA" já ser um hit na voz da Marina. No entanto, foi a versão dos RONALDOS a música mais executada da década! Depois de uma pausa, LOBÃO E OS RONALDOS começaram a gravar o segundo disco. Enquanto isso, Lobão se arvorava de ator no filme de Chico de Paula, "AREIAS ESCALDANTES". O grupo gravou duas músicas: "DECADENCE AVEC ELEGANCE" e "MAL NENHUM" (esta, a 1ª parceria com CAZUZA).
Logo em seguida, Lobão foi expulso da banda por mau comportamento e excesso de consumo de drogas. Sentindo-se deprimido e rejeitado, encontrou com o Cazuza no Baixo Leblon (área da zona sul do Rio com vários bares e restaurantes), no mesmo estado. Ele havia sido "saído"do Barão também. É festa, festa... Formou-se uma parceria e uma grande amizade. Sem banda, Lobão voltou à carreira solo e gravou, em 86, "O ROCK ERROU". Numa crítica à falta de originalidade no pedaço, convidou ELZA SOARES para gravar um samba, "A VOZ DA RAZÃO". O disco contém mais hits classificados pela gravadora como "improváveis", como "REVANCHE" e "NOITE E DIA".
A proposta de "O ROCK ERROU" era dar uma linguagem a esse "bastardinho cambaleante" que era o Rock Brasil. Logo em seguida, teve início uma série de problemas de Lobão com a justiça. Ele foi preso por porte de drogas e liberado em seguida. Em 1987, elaborou o disco "VIDA BANDIDA".
Em 1988 sai "CUIDADO!". O disco recebeu muitas críticas que o classificavam como meio experimental e questionavam a mistura de samba com rock. As platéias ficaram divididas. O que parecia genial, não era bem digerido pela comunidade roqueira.
Em 89, ainda com problemas com a polícia, Lobão fugiu para Los Angeles (EUA) e iniciou a gravação do disco "SOB O SOL DE PARADOR". Toda a banda foi levada para preservar o trabalho de junção, mas o disco acabou muito diferente da proposta inicial. Ficou com a cara do produtor e teve uma vendagem medíocre. Apesar disso, o repertório era forte e continha os hits "ESSA NOITE NÃO", "POR TODA A NOSSA VONTADE" e a última parceria com Cazuza "AZUL E AMARELO"(que o produtor quase tirou do disco por ser muito "brasileira").
Em 90 gravou o "VIVO!". No Hollywood Rock, em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi apontado como o maior sucesso de todo o festival (tanto nacional como internacional). Foi a consagração do trabalho com a Mangueira e uma grande alegria mostrar para as atrações internacionais um trabalho com linguagem própria e poderosa.
Em 91, aconteceu o contrário. O mesmo show do ano anterior foi apresentado no Rock in Rio e sofreu uma das mais célebres vaias da história da MPB. Lobão fez o show cheio de parafusos e fraturas, por causa de um grave acidente de moto. No mesmo ano, entrou em estúdio para gravar "O INFERNO É FOGO", seu último trabalho com a gravadora BMG. O disco foi mal trabalhado, muito criticado e execrado pela mídia, apesar de ter no repertório músicas como "BANGU 1 X POLíCIA 0", "O INFERNO É FOGO" e "JESUS NÃO TEM drogas NO PAíS DOS CARETAS", entre outras. Ainda se recuperando do acidente de moto, Lobão decidiu parar de compor e começou a praticar intensamente violão clássico.
Durante 4 anos, não lançou nem compôs nada. Só estudou, obsessivamente, compositores como Villa-Lobos, Garoto, os espanhóis Albeniz, Torroba e Rodrigu, o cubano Léo Brower... Enfim, fez uma imersão profunda e só saiu dela no carnaval de 95, quando começou a voltar a compor. Por acaso, fez o samba "A LUZ DA MADRUGADA" e não parou mais de compor. Em 3 meses o repertório (completamente heterogêneo) estava pronto e nascia o primeiro disco de uma trilogia, lançado pela gravadora Virgin: "NOSTALGIA DA MODERNIDADE".
O disco foi muito criticado, muitos concluíram que Lobão estava careta. Até a possibilidade de ter se tornado evangélico foi cogitada, embora no disco houvesse canções como "A QUEDA", "MAL DE AMOR", "DE DE DE DE DÉU" e "O DIABO É DEUS DE FOLGA". O disco foi considerado meramente uma excentricidade: "- Lobão mudou! Agora é sambista!" Felizmente, hoje o "NOSTALGIA" adquiriu o patamar de "cult" e é seriamente respeitado por toda a comunidade musical. Em 98, já pela Universal, nasceu o segundo disco da trilogia: "NOITE". De cunho eletrônico, era fundamental para a trajetória desse quebra-cabeça sonoro.
Obviamente, a maioria da crítica se referia ao disco como uma "adesão ao baticum eletrônico", com nítido escárnio, preconceito e uma certa neofobia.
Esqueceram de contemplar a contundência das letras e a perspectiva ampla de um trabalho planejado para ser "três".
O projeto saiu da fábrica com 80.000 cópias para a distribuição. Paralelo ao lançamento, teve início um forte confronto com as gravadoras, para constrange-las a numerar os discos e reduzir o preço do CD. O projeto do Lobão saiu a R$14,90, com uma campanha para a criminalização do jabá (propina) nas rádios e TVs, e para a moralização dos direitos autorais.
Após o sucesso de crítica e público de A VIDA É DOCE nas bancas (100 mil cópias vendidas), Lobão prepara mais um evento. Um DVD gravado durante a excursão "A VIDA É DOCE - tour 2000", está sendo lançado simultaneamente no Brasil e em Portugal, numa parceria da gravadora com o canal Multishow, que transmitiu o especial. O projeto LOBÃO 2001 - UMA ODISSÉIA NO UNIVERSO PARALELO inclui ainda um CD que está sendo lançado nas bancas, livrarias e lojas brasileiras e também em Portugal. O álbum contém duas músicas inéditas ( "LULLABY" e "PARA O MANO CAETANO"), versões ao vivo de músicas dos mais recentes trabalhos do compositor (NOITE, NOSTALGIA DA MODERNIDADE e A VIDA É DOCE), e vários sucessos de seus outros trabalhos ("ME CHAMA", "VIDA BANDIDA" e "DECADENCE AVEC ELÉGANCE"). Lobão pretende mostrar a cara do que chama de Música Popular Brasileira Contemporânea que, a seu ver, reflete as dúvidas de um ser urbano no meio do mundo

Nenhum comentário:
Postar um comentário
deiche seu comentario de opiniao